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19 de set de 2018

[Resenha] O conto da Aia - Margaret Atwood

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Titulo original: The handmaid's tale
Autora:  Margaret Atwood
Ano de publicação: 2017
Número de páginas: 368
Editora: Rocco
Gênero: Distopia
Adquira o livro: Amazon  ✰ Saraiva
Sinopse: Escrito em 1985, o romance distópico O conto da aia, da canadense Margaret Atwood, tornou-se um dos livros mais comentados em todo o mundo nos últimos meses, voltando a ocupar posição de destaque nas listas do mais vendidos em diversos países. Além de ter inspirado a série homônima (The Handmaid’s Tale, no original) produzida pelo canal de streaming Hulu, a ficção futurista de Atwood, ambientada num Estado teocrático e totalitário em que as mulheres são vítimas preferenciais de opressão, tornando-se propriedade do governo, e o fundamentalismo se fortalece como força política, ganhou status de oráculo dos EUA da era Trump. (Saraiva)






“Conto, em vez de escrever, porque não tenho nada com o que escrever e, de todo modo, escrever é proibido. Mas se for uma história mesmo na minha cabeça, devo estar contando-a a alguém. Você não conta uma história apenas para si mesma. Sempre existe alguma outra pessoa.”


Olá amores tudo bem?

Eu já contei por aqui que eu sou doida pela série The Handmaid’s tale e por isso fiquei doida para ler o livro também.

A história se passa em um futuro, onde os Estados unidos passou a se chamar Gilead e se tornou um estado totalitário e teocrático. Após um grupo de fundamentalistas ter armado um atentado contra os governantes do país, tomando o poder e instaurando uma ditadura religiosa, e retirando todos os diretos das mulheres, até mesmo o próprio nome.
 


“Meu nome não é Offred, tenho outro nome que ninguém usa porque é proibido. Digo a mim mesma que isso não tem importância, seu nome é como seu número de telefone, útil apenas para os outros; mas o que eu digo a mim mesma está errado. Tem importância sim.”

Como tudo que se passa em Gilead é baseado na bíblia, e por causa dos baixos níveis de natalidade em todo mundo, algumas mulheres férteis, como a protagonista, são designadas a serem “Aias”, que são mulheres férteis que são aprisionadas, e obrigadas a gerar bebês para famílias mais ricas. Mas outras mulheres que não são férteis, também são designadas a papéis distintos nesta sociedade, como Ritas que são mulheres que trabalham para famílias ricas. As tias, que são mulheres mais velhas responsáveis pelas Aias e mulheres idosas, ou estéreis, que são obrigadas a trabalhar em colônias, queimando corpos que morreram em batalhas ou limpando lixo tóxico com radiação. Destinadas a terem pouco tempo de vida devido a todo trabalho exaustivo e efeito da radiação.

Assim, conhecemos Offred, uma mulher comum que está vivendo sob este regime tão opressor e que nos conta seu ponto de vista como Gilead é e como tudo começou.

“Foi então que suspenderam a constituição. Disseram que seria temporário. Não houve sequer nenhum tumulto nas ruas. As pessoas ficavam em casa à noite, assistindo televisão, em busca de alguma direção. Não havia nem um inimigo que se pudesse identificar.
Cuidado, disse Moira para mim ao telefone. Está vindo por aí."


A protagonista nos leva a uma história cheia de dor e luta. Em um futuro onde as mulheres perderam todos os seus diretos, e qualquer pessoa que fosse contra Gilead era morto. Uma sociedade que seguia usava a bíblia para benefícios próprios, mas que ainda tinha seus segredos escondidos. Em capítulos intercalados entre o passado e o presente Offred narra todo o absurdo que passou, não só na casa em que foi designada a morar temporariamente para gerar um filho, mas também as torturas e a lavagem cerebral que as Aias passavam no centro vermelho, que era para onde iam, após serem aprisionadas e obrigadas a seguir esta ditadura religiosa.

“Somos úteros de duas pernas, apenas isso: receptáculos sagrados, cálices ambulantes.”


A trama é muito original e se desenrola rápido, mantendo o leitor preso a cada página, e claro, impressionado e torcendo para que aquela ditadura tenha fim.

O livro é narrado em primeira pessoa, e tem uma narrativa fluida desde o início. Offred, é uma personagem muito bem trabalhada e, foi impossível não me pôr no lugar dela e sentir medo do futuro. Pois, pra mim O conto da Aia, nunca foi apenas uma distopia. Para mim é um alerta de que direito nenhum, inclusive os das mulheres é permanente. Um livro que foi escrito em 1985 e que ainda é muito atual e importante. E que sempre que possível eu vou recomenda-lo principalmente para mulheres.
Beijos!

15 comentários:

  1. Nossa!
    Que história forte, realmente muito original esse roteiro pra mim. É tipo aquelas histórias que te inspiram a ir a luta, pois olhando este livro faz com que o que temos conquistado hoje enche muito mais os olhos!
    Adorei,melhor ainda foi saber da série rs

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    1. É verdade, O conto da aia é um livro que te inspira a ir a luta!

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  2. Olá, tudo bem?

    Eu comprei "O Conto da Aia" assim que lançou e até hoje não li esse livro, a série assisti todos os episódios que já saíram, gostei muito, mas de vez em quando tem umas enrolações. Parabéns pela resenha, fiquei com mais vontade de realizar essa leitura, vamos ver se consigo ainda esse ano!
    Abraço!

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    1. Leia assim que puder. Agora que já conhece a série pode ser que te dê um "gás" a mais para começar a ler!
      Beijos!

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  3. Oi Jaque,

    Eu sou louca pra assistir à série The Handmaid’s Tale porque eu tenho uma amiga que ama e tudo que ela me conta sobre a série me dá vontade de assistir.
    Mas não sabia que a série vinha de um livro. Que interessante!! Se a série já é impactante, imagina o livro!!
    Lendo a sua resenha, percebi que esse "futuro Estados Unidos" não parece muito distante da atualidade que, nós mulheres já passamos e ainda vivemos, o que me deixou beeeeeem assustada.
    Por isso é sempre importante esse tipo de coisa ser representada em livros e TV, para nos chamar a atenção pra esses assuntos importantes, como uma espécie de alerta do que pode acontecer, se não tomarmos cuidado.

    Grande beijo,
    Letícia Franca | Além de 50 Tons
    https://almde50tons.wordpress.com/

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    1. Oi Leticia! Exatamente, acho livros assim muito importantes e não é atoa que O conto da Aia tenha voltado a fazer tanto sucesso depois que Trump foi eleito. Conservadorismos que assusta, e que temos que entender que sempre temos que estar alerta!

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  4. Nossa impressionante seria a palavra para descrever esse livro já li umas 3 resenhas de livro hoje mais essa foi a que mais impactou amei a com certeza vou ler bjs da Ju

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  5. Oi Jaque, tudo bem?

    Tenho muita vontade de ler este livro. Ultimamente tenho visto muitas críticas positivas do livro e também da série e minha curiosidade só aumenta. O mais incrível é ver que uma obra escrita a tanto tempo, continua muito atual e nos trazendo alguns alertas em relação ao papel da mulher na sociedade.
    Como adoro distopias, tenho quase certeza que esta irá me encantar e me fazer devorar as páginas rapidamente. Amei conhecer sua opinião, apenas me deixou com mais vontade de realizar a leitura!

    Beijos!

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  6. Vi algumas criticas referente a serie (está na minha lista pra assistir), mas ainda não vi e não li o livro, mas como sou afobado é capaz que eu veja a serie primeiro, espero que eu goste rsrs

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  7. Ainda não li o livro, mas acompanho a série. Concordo com você que não é uma distopia, mas sim um alerta para que estejamos sempre atentos ao que pode nos fazer perder os direitos. Ansioso pela terceira temporada da série.

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  8. Engraçado que muitos livros publicados no passado já contavam com essa denúncia ao machismo e de diminuição da mulher. Isso quer dizer que essa consciência de certa forma sempre existiu, mas foi abafada pelos grandes. E é por isso que defendo tanto a ideia de falar mesmo, gritar a importância da valorização da mulher, a importância da únicos dela e dos homens conscientes para lutar a favor dessa igualdade. De fato esse livro é bem atual... fala do hoje, traz ótimas reflexões pelo que vi. Ainda não li, mas ouço comentários bem positivos e quero ler em ver.

    Diego | Blog Vida & Letras
    www.vidaeletras.com.br

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  9. Mulher, eu to louca pra ler esse livros. Tá loucamente na minha wishlist. Sua resenha me instigou mais ainda, espero que consiga ler o mais breve possível. E essa quote? “Somos úteros de duas pernas, apenas isso: receptáculos sagrados, cálices ambulantes.”

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  10. Olá!
    Só tenho lido resenhas e comentários positivos sobre esse livro tão importante e real mesmo sendo escrita já a bastante tempo, vemos como nós mulheres eram e ainda somos diminuidas. Estou bem animada pata realizar a leitura.

    Beijos

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  11. Mais uma resenha e confesso que já tô louca para buscar e ler. Andei lendo algumas críticas construtiivas e a sua me encantou. Uma amiga tbm me indicou e parecer ser bom. Em breve estará nas minhas leituras. Amei sua resenha.

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  12. Oiii! Ainda não li, mas parece ser bastante interessante e impactante.. fiquei curiosa, já vou pesquisá-lo pra ler. Adorei sua resenha <3
    Beijinhos

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