18/11/2018

[Resenha] As coisas que aprendi depois que eu morri - Victoria Aldrin

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Titulo: As coisas que eu aprendi depois que eu morri
Autora: Victoria Aldrin
Ano de publicação: 2018
Número de páginas: 246
Gênero: Distopia/Romance
Editora: Killa
Adquira o livro: Amazon  Livraria Killa
Sinopse: Pense na sua vida. Pense em quem você é.Pense em todos aqueles que você conhece e ama.
Pense no que você já viveu e ainda quer viver, e em todos os bons momentos.
Pense sobre tudo isso.
E agora… destrua.
A Terceira Guerra Mundial extinguiu o mundo que conhecemos atualmente. Não há mais governos, dinheiro, eletricidade ou cidades como as conhecíamos. A humanidade foi praticamente dizimada e, em meio a bombas nucleares e armas biológicas, a Nova Era se instalou e substituiu, sem volta, nossa realidade.
Perdidos e separados pelos eventos catastróficos, Mariana e Bernardo costumavam viver uma vida normal antes do apocalipse. Eram jovens que viviam na maior região metropolitana do Brasil, São Paulo, e nunca imaginariam que suas vidas seriam viradas de cabeça para baixo tão rapidamente. No começo da Guerra, Mariana e sua família vão para o interior, enquanto Bernardo permanece com sua família na capital.
Entretanto, o Brasil é desolado e exterminado por pequenos bombardeios e armas biológicas, enquanto o mundo perde o último fio de compaixão e as nações se destroem completamente.
Agora, após a Guerra, Mariana precisa voltar para Bernardo, precisa voltar para a capital, mesmo que não haja mais capital alguma. Por outro lado, Bernardo descobre-se infectado pela arma biológica e é levado para longe do ponto de encontro. Os dois precisam se reencontrar. Precisam resgatar o mínimo de sanidade possível. Precisam ter algum resquício do que era a vida antes de tudo. Afinal de contas, depois de tantas perdas, os dois só podem confiar que, um dia, irão se reencontrar no ponto marcado – a antiga escola de Mariana.
Acompanhados do leitor, os dois buscam ensinar tudo o que aprenderam com a Guerra e tudo o que aprenderam depois que tudo morreu. Toda a sua vida precisa ser revista. Você aproveitou tudo mesmo? Quem você realmente é?
Tem certeza de suas respostas? Pense na sua vida.
E pense novamente.
E de novo.
E agora destrua.
Seja bem-vindo à Nova Era.




“Todo mundo sabia que a humanidade seria a causa da sua própria destruição.”


Olá amores tudo bem?

Ultimamente tenho lido muitas distopias, e nesta busca acabei encontrando no Kindle Unlimited um título, que até o nome me chamou atenção “As coisas que aprendi depois que morri”.

Imagine o mundo depois de uma terceira guerra mundial, que destruiu tudo, e deixou um rastro de pilhas e pilhas de corpos, uma guerra com armas biológicas, que causou doenças e matou quase toda população do mundo. Para Mariana e Bernardo o amor pode vencer tudo isso. Antes da guerra, eles eram apenas dois jovens, que moravam em São Paulo. Mas após o início da guerra, a família de Mariana vai para o interior da cidade para ficar perto da família e também por acreditar que aquele seria um local mais seguro, enquanto Bernardo e sua família, permaneceram na capital.

Antes de serem separados pelo destino, eles combinaram que se algo assim acontecesse se encontrariam na antiga escola de Mariana. Após o fim da guerra, Mariana decide que está na hora de pelo menos tentar se encontrar com seu amor e nesta longa jornada, ela conta com nós, leitores, para conseguir se manter firme nesta caminhada cheio de desafios, neste mundo caótico.


“Estamos sozinhos, cada um por si, sem regras, não temos pais. Era muito mais fácil quando tínhamos alguém para culpar. Fica pior quando estamos cientes de que somos monstros também, animais com a maldição do conhecimento.”


Enquanto Mariana sai do interior para encontrar Bernardo, ele já esta na antiga escola dela, a sua espera. Porém, ele acaba sendo contaminado pela arma biológica e seu estado de saúde além de piorar a cada dia, faz com que Bernardo se afaste da escola, com um novo grupo de pessoas que lhe oferece ajuda. Será que no meio deste caos, cheio de morte e obstáculos eles ainda conseguirão se reencontrar?

“ ― Mas os medos, o terror, o choro, o desespero, é isso que nos torna humanos. Isso é humanidade e significa que você esta vivo. Não fuja disso. Sem medo não há coragem, e então não há adrenalina, as grandes decisões. Não há nada que nos torne fortes.”




O livro é narrado em primeira pessoa, e tem capítulos intercalados entre Mariana e Bernardo. Uma coisa interessante na narrativa é o jeito que a autora consegue inserir o leitor na história. Ao longo da história, Bernardo e Mariana conversam com um “amigo imaginário” e este amigo imaginário é você, caro leitor! A narrativa da autora possui uma fluidez tão rápida, que me cativou logo no epilogo e me manteve presa na história do inicio ao fim.

Mariana, é uma personagem forte, e ao longo da história percebemos o quanto ela é forte e o porque. Ela traz diversas reflexões para nós leitores, e eu acabei enchendo o livro de notas, mas quase marquei o livro inteiro, pois além de frases reflexivas a narrativa é muito poética também. Bernardo é um personagem que não fica para trás, ele foi muito bem desenvolvido fazendo com que eu torcesse ainda mais, para que os dois tivessem um final feliz.

A ambientação da história também é algo incrível neste livro. Se tem uma coisa que eu acho muito importante de ser retratado em um livro de distopia, é a maldade humana, que infelizmente sempre se fez e sempre será presente em nossas vidas, e em um mundo “pós-guerra” em que tudo que conhecemos foi destruído, isso não seria diferente. Por isso, tudo que a autora trouxe na ambientação, e nos personagens secundários foram muito bem trabalhados.

As coisas que eu aprendi depois que eu morri, foi uma grande surpresa para mim. Um livro que eu definitivamente devorei (e surtei com uma referência a How i Met Your Mother, minha série favorita da vida haha). É um livro lindo, emocionante. Uma história apaixonante, que entrou para minha listinha de melhores livros que li este ano.
Beijos!